Campinas recebe exposição com dez esculturas de Auguste Rodin

FOTO: O escultor Auguste Rodin/ CRÉDITO: Reprodução

Campinas recebe, entre 20 de Março e 29 de Junho de 2019, a exposição Figura e Modernidade: Rodin no Acervo da Pinacoteca de São Paulo, com dez esculturas originais e 76 fotografias documentais da vida do genial artista plástico francês Auguste Rodin (1840-1917). A curadoria é de Valéria Piccoli, curadora-chefe do museu. A mostra será exibida gratuitamente no Instituto CPFL e depois segue para o Fórum das Artes, em Botucatu, novo espaço cultural reformado pelo Governo de São Paulo.

Auguste Rodin nasceu em Paris, em uma família de classe operária. Começou a desenhar aos 10 anos e, entre os 14 e 17 anos de idade, frequentou a Petite École, uma escola especializada em arte e matemática na qual estudou desenho e pintura. Trabalhou como artesão e colaborou com outros artistas até conquistar o próprio espaço no cenário artístico. Ele alcançou fama em vida e hoje suas obras encontram-se nos museus mais importantes do mundo. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão O Beijo e O Pensador.

Ligada à Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a Pinacoteca é o único museu brasileiro com um acervo representativo de Rodin. “A exposição oferece ao público paulista uma oportunidade única de conhecer um grupo de obras de um artista que é, reconhecidamente, um precursor da escultura moderna”, disse o diretor-geral do museu, Jochen Volz. Sobre a coleção atual da Pinacoteca, Valéria Piccoli revela tratar-se de fundições recentes de obras clássicas do artista, realizadas sob supervisão do Museu Rodin, na França.

Também fazem parte da coleção da Pinacoteca 76 fotografias nas quais o artista aparece trabalhando em seu ateliê, acompanhado de modelos de suas obras ou mesmo de amigos e mecenas. “Esse material é constituído de fac-símiles de itens dos arquivos do Museu Rodin e ajudam a compor um percurso cronológico pela vida do artista, mostrando outros artistas e intelectuais que ele admirava e com quem se relacionava. Mais curioso é que algumas dessas fotos revelam como Rodin utilizava a fotografia no processo de composição de suas esculturas”, completa Valéria.

PARCERIA

A parceria entre o Instituto CPFL e a Pinacoteca de São Paulo começou em 2012, quando as instituições organizaram a exposição Gênese e Celebração, com uma coleção de peças tradicionais africanas. Em 2013, foi a vez da mostra 100 de anos Arte Paulista, realizada na sede do Instituto CPFL, em Campinas, e que apresentou ao público 50 obras de artistas atuantes entre 1912 e 2012, como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, José Pancetti e Tomie Ohtake, entre outros.

Para nós, é um imenso prazer voltar a trabalhar com a Pinacoteca, uma instituição centenária, a exemplo da CPFL Energia, em um país onde tal longevidade não é a tradição.” (Mário Mazzilli, diretor-superintendente do Instituto CPFL)

Já a relação da Pinacoteca de São Paulo com a obra do escultor Auguste Rodin se iniciou em 1995, à época das exposições Rodin: Esculturas e Rodin e a Fotografia, realizadas em parceria com o Museu Rodin. As mostras receberam, juntas, mais de 183 mil pessoas e marcaram também o início das exposições internacionais de grande porte na instituição. Naquele ano, o museu conseguiu, graças à uma campanha de doação junto ao público, adquirir A Musa Trágica.

Em seguida, seria a vez de O Gênio do Repouso Eterno, doada ao museu pelo Shopping Center Iguatemi no mesmo ano. Trata-se da 11ª cópia disponível no mundo e considerada uma das mais monumentais do artista, com cerca de dois metros de altura e 500 quilos. Até 2005, o museu incorporaria ainda mais oito esculturas: Torso Masculino do Beijo, Torso do Filho de Ugolino, Bacanal, Musa de Whistler – Estudo para o Monumento “Tipo C”, Torso da Sombra, Toalete de Vênus e Andrômeda, A Sacerdotisa e Homem que Caminha Sobre Coluna.

Em 2001, a Pinacoteca organizou mais duas mostras dedicadas ao escultor, Auguste Rodin: Esculturas e Fotografias e A Porta do Inferno, cujo título faz referência a uma obra monumental, considerada uma das mais icônicas na carreira de Rodin e que revela a “admiração do artista pela arquitetura gótica, a Renascença italiana e o poder do qual o artista dotou o corpo humano”, segundo a conservadora-chefe do Museu Rodin, Antoinette Le Normand-Romain. Foi a primeira vez que a obra foi exibida na América Latina.

SERVIÇO

Figura e Modernidade: Rodin no Acervo da Pinacoteca de São Paulo
Curadoria: Valéria Piccoli
Data: De 20 de Março a 29 de Junho de 2019
Local: Instituto CPFL (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, Chácara Primavera, Campinas, SP, fone: 19 3756-8000)
Horário de visitação: Segunda e terça, das 9h às 18h; quarta a sexta-feira, das 9h às 19h; sábado, das 10h às 16h
Preço: Entrada gratuita
Serviço Arte Educação: Agendamento de visitas monitoradas podem ser feitas por e-mail monitoriainstitutocpfl@gmail.com ou pelo telefone (19) 3756-8000
Mais informações: www.institutocpfl.org.br

EM TEMPO: De 3 de Agosto a 15 de Dezembro, a exposição Figura e Modernidade: Rodin no Acervo da Pinacoteca de São Paulo ficará em cartaz no Fórum das Artes. A mostra marca também a inauguração deste novo espaço cultural no interior paulista. Localizado na cidade de Botucatu, terá um andar inteiro para a Pinacoteca e abrigará também o museu municipal Itajaí Martins.

(*Com informações Assessoria de Imprensa)

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LALÁ RUIZ, jornalista, curiosa e apaixonada por cultura, comida e viagens, sem qualquer coerência no quesito preferência. Nascida em São Paulo, Capital, e radicada em Campinas, interior paulista, formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e trabalhou durante 26 anos na mídia impressa da cidade, tendo atuado nos jornais Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já.

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