Munique, a capital mundial da cerveja e do… surfe no rio!

FOTO: München Tourismus

Munique, na Alemanha, não tem praia. Mas, seus surfistas estão longe de se preocupar com a ausência de mar. Desde a década de 1970, o surfe, por lá, é praticado no rio Isar, afluente do Danúbio que corta a cidade. Mais precisamente na corredeira Eisbach (algo como córrego gelado, em português), no parque English Garden, bem ao lado do museu Haus der Kunst – a água bate nas pedras no leito do rio e forma uma espécie de onda permanente. É, sem dúvida, uma surpresa para quem visita a cidade, conhecida como a capital mundial da cerveja.

Apesar de popular e de atrair um bom número de praticantes e espectadores, a prática não é regulamentada pela prefeitura (oficialmente, é proibido nadar no local). Segundo contou a guia que acompanhou o grupo de jornalistas com o qual visitei Munique, em 2013, a administração municipal tentou inibir a prática, por considerá-la arriscada. Mas, a população se posicionou ao lado dos surfistas e, em 2010, a Eisbach foi reconhecida como o “espaço oficial” do esporte na cidade. Assim, uma vez em Munique, não deixe de conferir o “river surfing”.

River surfing em Munique (CRÉDITO: Lalá Ruiz)

 

EM TEMPO

  • Inaugurado em 1937, o “vizinho” museu Haus der Kunst, ou Casa das Artes, foi projetado pelo arquiteto Paul Troost (1878-1934) a pedido de Hitler, para ser um templo do que o ditador considerava a verdadeira arte alemã. Com a queda do Terceiro Reich e o fim da Segunda Guerra, foi ocupado pelo exército norte-americano.
  • Em 1946, passou a ser utilizado para pequenas mostras. Até hoje, o museu é palco de exposições temporárias e, desde 1983, também “hospeda” uma das mais badaladas boates da cidade, a P1, mesmo nome pelo qual o local era chamado pelos militares americanos.
  • No Haus der Kunst também funciona o Die Goldene Bar, bistrô/café durante o dia e bar à noite. Ele ocupa uma parte do restaurante projetado originalmente para o museu e é listado como um dos melhores bares de Munique.
  • Fui lá tomar uma cerveja de madrugada. É impossível não sentir o peso do passado nazista, principalmente pela arquitetura do prédio, considerada um exemplo da escola nazista. Altamente recomendado para quem gosta de história (e cerveja). Mais informações: hausderkunst.de.

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LALÁ RUIZ, jornalista, curiosa e apaixonada por cultura, comida e viagens, sem qualquer coerência no quesito preferência. Nascida em São Paulo, Capital, e radicada em Campinas, interior paulista, formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e trabalhou durante 26 anos na mídia impressa da cidade, tendo atuado nos jornais Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já.

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