Exposição em Campinas reúne obras de Volpi, Di Cavalcanti, Tarsila…

FOTO: Detalhe da obra Paisagem, de 2006, da campineira Vânia Mignone/ CRÉDITO: Edouard Fraipont

Setenta obras de 53 importantes artistas brasileiros estarão reunidas na exposição Paisagem na Coleção do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, que ficará em cartaz entre os dias 10 de Maio e 2 de Julho de 2017 na Galeria de Artes do Instituto CPFL, em Campinas (SP). A mostra terá entrada gratuita e vai apresentar ao público a evolução da paisagem na arte brasileira desde os anos 1930 até os dias atuais.

Paisagem, obra de 1948 de Tarsila do Amaral (CRÉDITO: Rômulo Fialdini)

 

Com curadoria de Felipe Chaimovich, a exposição tem patrocínio da CPFL Energia e realização do MAM em parceria com o Instituto CPFL, por meio da Lei Rouanet. “Ao acompanhar os desdobramentos da paisagem na coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o visitante abre os horizontes para a experimentação artística que caracteriza o moderno, abrindo o caminho para o futuro”, afirma o curador.

Na seleção feita por Chaimovich a partir dos trabalhos que integram o acerco do MAM, a pintura mais antiga é Paisagem, de Quirino da Silva, de 1929. O quadro, segundo o curador, testemunha a prática da pintura de paisagem ao ar livre, e o artista procura registrar as cores de uma determinada hora do dia incidindo num relevo irregular, no qual contrastam o vale em primeiro plano contra a montanha no plano de fundo.

Paisagem de Itanhaém, obra de 1943 de Aldo Bonadei (CRÉDITO: Rômulo Fialdini)

 

As obras de datas imediatamente posteriores, feitas nas décadas de 1930 e 1940, mostram, segundo explica o curador, os contornos menos definidos das figuras e uma maior licença na invenção de formas. São os quadros dos artistas Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Emiliano Di Cavalcanti, Francisco Rebolo, Giuliana Giorgi, José Pancetti, Mário Zanini, Paulo Rossi Osir, Sérgio Milliet e Tarsila do Amaral.

“Nas décadas de 1960 e 1970, a pintura de paisagem ganha cada vez mais caráter expressivo, mas busca também manter sua identidade como imagem de um lugar”, diz Chaimovich. Armando Balloni, Carlos Bracher, Fulvio Pennacchi, Henrique Boese, Iracema Arditi e Ottone Zorlini testemunham uma tensão entre a liberdade inventiva, que as gerações anteriores haviam conquistado, e uma manutenção da ordem das figuras.

A Montanha, obra de 1985 de Leda Catunda (CRÉDITO: Ding Musa)

 

“A partir dos anos 1980, os artistas oscilam entre obras mais fiéis à realidade, como nos casos de Dudi Maia Rosa, Gilda Vogt Maia Rosa e Roberto Feitosa, e obras com cores saturadas e artificiais próximas das imagens publicitárias, como nos casos de Antonello L’Abbate, Cláudio Fonseca, José Leonilson e Leda Catunda”, explica. Segundo o curador, as paisagens foram se tornando cada vez mais experimentais nas últimas duas décadas.

“Assim, vemos a sobrevivência de técnicas tradicionais como a gravura de Vânia Mignone e as pinturas de Rodrigo Andrade, Sandra Cinto e Valdirlei Dias Nunes, mas cada qual usando a paisagem como referência para os próprios interesses, já distantes da pintura ao ar livre. Essa transformação da paisagem leva também às obras que misturam diversas técnicas, utilizando a paisagem como referência distante, como nas obras de Camille Kachani, Daniel Escobar, Mabe Bethônico, Roberto Bethônico e Rodrigo Matheus.”

A exposição Paisagem é uma oportunidade única para conhecer de perto o trabalho de alguns dos mais renomados artistas brasileiros e compreender as transformações do olhar ao longo do século passado até os dias atuais.” (Mário Mazzilli, diretor do Instituto CPFL)

SERVIÇO

Exposição Paisagem na Coleção do MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo

  • Data: De 10 de Maio a 2 de Julho de 2017
  • Local: Galeria de Arte do Instituto CPFL (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, Chácara Primavera, Campinas, SP)
  • Horário de visitação: Segunda e terça, das 9h às 18h; de quarta a sexta, das 9h às 19h; sábados (dias 13/5, 27/5, 10/6, 24/6), das 14h às 20
  • Preço: Entrada gratuita, por ordem de chegada, uma hora antes de cada sessão (dois convites por pessoa
  • Agendamento de visitas monitoradas: agenda@villa7cultura.com.br ou telefone: (19) 3258-529
  • Mais informações: (19) 3756-8000 e www.institutocpfl.org.br/cultura

(*Com informações Assessoria de Imprensa)

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LALÁ RUIZ, jornalista, curiosa e apaixonada por cultura, comida e viagens, sem qualquer coerência no quesito preferência. Nascida em São Paulo, Capital, e radicada em Campinas, interior paulista, formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e trabalhou durante 26 anos na mídia impressa da cidade, tendo atuado nos jornais Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já.

Website Comments

  1. Robson De Almeida Menezes Junior
    Responder

    Bom dia.

    A exposição começou ontem e superou as expectativas.

    Nos estamos fazendo visitas mediadas também em LIBRAS e com ÁUDIO DESCRIÇÃO, para agendamento destas visitas segue contato:

    producao@villa7cultura.com.br
    Tel: (19) 3258-5290
    (19) 99759-7355

    Esperamos a visita de todos,

    Robson de Almeida
    Intérprete de LIBRAS

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