Cine CPFL volta com ciclo em homenagem a Alfred Hitchcock

FOTOS: Divulgação

Depois de um período de férias, o Cine CPFL está de volta em grande estilo, com um ciclo dedicado ao mestre do suspense, Alfred Hitchcock (1899-1980). A mostra, batizada de Hitchcock: o Aparente e o Essencial, vai exibir, nas quintas-feiras de Março, quatro filmes do cineasta britânico. As sessões serão realizadas no Auditório Umuarama do Instituto CPFL Cultura, em Campinas (SP), com entrada franca.

Segundo o crítico de cinema Inácio Araújo, Alfred Hitchcock era “um homem de fé”. Para o cineasta britânico, o filme deveria promover o encontro entre o aparente e o essencial, entre o corpo e a alma. “Como se algo na nossa vida espiritual devesse ser corrigido. E pudesse ser”, diz o autor do livro Alfred Hitchcock: o Mestre do Medo (Editora Brasiliense, 1984). Hitchcock, continua o especialista, ensina a contar uma história sem palavras.

Confira a programação:

3/3/2016: Festim Diabólico, 1948, 81 min., 14 anos

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Em seu trabalho mais experimental, Hitchcock planejou fazer um filme em um só plano, sem cortes aparentes a olho nu. Trata-se de um desafio duplo ao espectador, representado por Rupert Cadell (James Stewart): desmontar, no meio de uma festa, a farsa de um crime perfeito e identificar os truques de edição nas dez tomadas de oito minutos cada.

10/3/2016: Janela Indiscreta, 1954, 112 min., 12 anos

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Uma aula sobre os limites da visão, da interpretação e da interferência diante de uma realidade entrecortada. O voyeurismo do protagonista é, de certa forma, o voyeurismo do público imóvel, distanciado e dependente de cada ângulo das fotografias dos prédios e das janelas alheias para obter não apenas respostas de uma narrativa, mas também sentidos.

17/3/2016: Um Corpo que Cai, 1958, 129 min., 14 anos

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O título original da obra-prima do cineasta é Vertigo. O filme, de fato, chega a provocar vertigem no espectador. Não por acaso, mas por um movimento calculado de aproximação e afastamento da câmera. A vertigem é a sensação levada à tela do encontro entre afetos contraditórios: razão e sensibilidade, loucura e sanidade, dever e paixão. O medo de altura do personagem é uma pergunta sem resposta: o que mais nos apavora é exatamente o que mais nos atrai. Por quê?

31/3/2016: Psicose, 1960, 109 min., 14 anos,

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Inspirado no romance de Robert Bloch – baseado, por sua vez, na história verídica de um serial killer –, o filme foi rejeitado pelo estúdio Paramount e se tornou uma obsessão para o diretor, que decidiu arcar com todos os custos da produção e rodá-lo em preto e branco. O esforço rendeu uma das mais realistas e impressionantes cenas do cinema, e deu a Hitchcock o posto de mestre do suspense.

SERVIÇO

Cine CPFL – Ciclo Hitchcock: o Aparente e o Essencial
Data: Dias 3, 10, 17 e 31 de Março de 2016 (QUINTAS-FEIRAS)
Horário: Sempre às 19h
Local: Auditório Umuarama do Instituto CPFL Cultura (Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1.632, Chácara Primavera, Campinas, SP, fone: 19 3756-8000)
Capacidade: 162 lugares
Quanto: Entrada franca (por ordem de chegada, uma hora antes da sessão)
Site: www.institutocpfl.org.br

(*Com informações Assessoria de Imprensa)

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LALÁ RUIZ, jornalista, curiosa e apaixonada por cultura, comida e viagens, sem qualquer coerência no quesito preferência. Nascida em São Paulo, Capital, e radicada em Campinas, interior paulista, formada em Comunicação Social pela PUC-Campinas e trabalhou durante 26 anos na mídia impressa da cidade, tendo atuado nos jornais Correio Popular, Diário do Povo e Notícia Já.

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